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Ladenir Ballen: A Força do Amor

Ladenir Ballen: A Força do Amor

Foto: Rodrigo Scandolara

Fundadora da ONG Amparo Animal, Ladenir Ferrugem Ballen é ativista na luta em prol da proteção animal.

Ativista na luta em prol da proteção animal, Ladenir Teresinha Ballen – “Ferrugem” – é uma das fundadoras da ONG Amparo Animal, que atende e resgata cães e gatos em Chapecó e região. Apaixonada pelo trabalho voluntário, a corretora de imóveis encontrou sua vocação na luta em prol da causa animal.

Natural de Erval Grande (RS), Ladenir nasceu e cresceu no interior do Rio Grande do Sul. Uma entre seis irmãos, a corretora de imóveis relembra a própria infância com carinho: “Meu pai era capataz de uma fazenda, então crescemos no interior. Foi com certeza a época mais feliz da minha vida!”. Aos 13 anos de idade, Ladenir passou a viver em Chapecó com o objetivo de cursar o ensino médio.

Em Chapecó, Ladenir trabalhou como babá e empregada doméstica. Aos 16 anos de idade, passou a atuar como telefonista na RBS TV, onde permaneceu por seis anos. Neste período casou-se, teve dois filhos e afastou-se do trabalho. Cinco anos após, retornou à RBS. Segundo Ladenir, o fim de seu casamento fomentou uma grande reviravolta profissional: “Foi um grande aprendizado, pois precisei evoluir profissionalmente para dar a devida atenção aos meus filhos.”, relata.

A partir do divórcio, Ladenir passou a atuar como promotora de vendas em uma empresa de cerâmicas: “Foi um trabalho no qual cresci como pessoa e como profissional.”, conta. O período resultou em novos cargos relacionados à área comercial. No Grupo Zanardo, o contato com animais tornou-se frequente: “Trabalhávamos com cães de segurança. Como vim do interior, sempre tive contato com animais, mas depois desta época nunca mais parei.”, recorda.

Ladenir Ballen: A Força do Amor

Foto: Rodrigo Scandolara

Em 2009, Ladenir formou-se pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) visando maior liberdade profissional. Com horários flexíveis, passou a dedicar-se ainda mais à causa animal: “Em função de minha depressão, cuidar dos animais tem sido terapêutico. O carinho que recebo em troca é muito satisfatório.”, conta. Desde então, a corretora de imóveis participou de quatro grupos voltados à causa animal: “Trabalhamos fazendo o resgate, recuperando e doando. Não somos acumuladores, e sim protetores.”, frisa.

Em 2017, Ladenir fez parte da fundação e oficialização da ONG Amparo Animal, que visa atender animais domésticos como cães e gatos. Atualmente, a ONG não possui sede e depende de espaços cedidos por colaboradores. Apesar das dificuldades enfrentadas diariamente, Ladenir destaca a satisfação proporcionada pelo projeto: “Se eu tivesse condições de trabalhar apenas com a ONG, é o que eu realmente gostaria de fazer por amor. Sem pensar no retorno financeiro. É algo que me satisfaz emocionalmente, e os animais me ajudam muito com a minha depressão.”, destaca.

No processo de tratamento contra a depressão, Ladenir fortaleceu a própria fé e encontrou novos incentivos. Apegada ao trabalho voluntário, a corretora também se dedica ao cuidado para com as pessoas – já fez parte de projetos sociais e presta auxílio a famílias carentes. “Lidar com os animais é, indiretamente, lidar com as pessoas.”, reflete.

Quanto às dificuldades vivenciadas como ativista ao longo dos últimos anos, Ladenir salienta o descaso público: “Temos uma dificuldade financeira constante. As punições são muito brandas e muitas vezes não ocorrem. O protetor está desprotegido e desamparado. É extremamente difícil.”. Para Ladenir, o conhecimento é a melhor maneira de combater a negligência: “A solução é a castração em massa e a educação. Temos que passar a ver os animais como seres iguais, que sentem amor, dor, tristeza. Para isso acontecer, precisamos de políticos eficientes e sérios. Que vejam isso como um problema.”, reforça.

Levando em consideração o caminho de emoções, experiências e vivências traçadas até aqui, Ladenir sente-se satisfeita e realizada: “Me sinto bem por ter feito algo em prol da sociedade. Satisfeita pelas vidas que salvei. Satisfação em ver a diferença de animais resgatados, que agora estão inseridos em famílias. Isso me faz imensamente feliz. Me faz querer continuar, me dá forças. Não penso em desistir de maneira nenhuma.”, finaliza.

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